Page 13 - Telebrasil - Maio/Junho 1989
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Open Systems (COS). Mais tarde, MAP, de compras de 17 bilhões de dólares,
TOP e COS fizeram, sob os auspícios do darão, desde já, preferência a produtos
National Institute for Standards Tech ISA.
nology (o antigo N ational Bureau o f TROCA No Brasil, a Lei 7232/84 (lei de Infor
Standards - N BS), o OSI Implementa DE INFORMAÇÕES mática) se refere à padronização de pro
tion's Wokshop. tocolos (Artigo 4, inciso 10) ejá se criou o
No Extremo Oriente, acontecia, em 7 7 1 GERL (Grupo Executivo de Redes Lo
85, a reunião de fabricantes japoneses cais) constituído por empresas do Go
em torno do Promoting Conference for I Protocolos entre 1 verno, como Petrobrás, CTI, Telebrás,
OSI a que se seguiu o Inter-operability I Entidade Pares 1 6 Eletrobrás, que estão definindo perfis
Association for Information Processing tecnológicos de compra levando em
(INTAP) e o Asian, Oceania Workshop. 5 conta a ISA.
Em 87, foi criada a Federação Mundial Ao final de sua palestra, Kival We-
dos Grupos Usuários reunindo MAP, 4 ber, disse que o modelo ISA ainda se res
TOP, COS, POSI e SPAG. Seguindo a sente da falta de normas funcionais des
onda, em 88, o Brasil criaria a Sociedade 3 tinadas a tratar de problemas como: se
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Brasileira de Sistemas Abertos (Brisa). I gurança da comunicação, serviço de
Protocolos
A parte de teste é o momento da ver I de Comunicação 1 diretórios e gerenciamento de redes. Ele
dade para qualquer sistema ou equipa 2 vê, ainda, dois grandes desafios a serem
mento que se quer ISA. Os testes se des 1 1 resolvidos na década de 90. Um deles se
tinam a verificar a conformidade com os refere ao Processamento Distribuído
padrões, a interoperabilidade de equi Ufll Meio Físico Aberto (Open Distributed Processing—
de Comumcaçao
pamentos e sistemas e seu desempenho ODP) que estenderá a filosofia ISA para
e robustez. Disse Kival que surgem, em dentro do coração da inform ática, ao
estado embrionário, entidades especia gerar o modelo ISA, para Base de Dados.
lizadas e habilitadas, internacional Legenda O ODP será objeto, em 89, do planeja
mente, a efetuar tais testes. A Europa, 7 — Aplicaçao mento de um grupo conjunto formado
em 85, criou o Conformance Testing 6 — Apresentação pela ISO, IEC, JTC-1, dentre outros.
Service (CTS) suportado por uma rede 5 — Sessão O segundo desafio ISA será a padro
4 — Transporte nização de program as aplicativos de
de quase meia centena de centros de tes
3 — Rede
tes especializados. E ainda este ano se 2 — Enlace computador — qualquer programa de
reunirá o Feeders Forum, congregando 1 — Físico verá ser entendido por qualquer máqui
interessados em harm onizar os testes na, independentemente de sua origem.
ISA. Em abril de 88, o grupo ISO, IEC, JTC-1
No Brasil, a Brisa,oCTI (CentroTec Modelo ISA para intercâmbio do informações discutiu a Interface for Applications
nológico de Informática), o IPT (Insti Portabiíity (1AP), o que envolve a pa
tuto Paulista de Tecnologia) estão se dronização das interfaces entre homem
qualificando para prover certificação e máquina e entre os programas aplica
ISA e, no mundo, grandes fabricantes, Sei. A orientação oficial ISA na Ingla tivos e o sistema operacional do compu
como a IBM, se preparam para a mesma terra corre por conta do UK (lossip (Go tador.
tarefa. vernment ÒSI Pronhüe). A Decisão 87/
95, da Comunidade Econômica Euro Inm etro
Gove péia, torna mandatário a conformidade
ISA. Nos Estados Unidos, a ISA, a par Dorgival Brandão Santos, subsecre
Governos estão interessados na pa tir de 90, será mandatária o órgãos do tário de Atividades Estratégicas da SEI
dronização ISA, afirmou o Secretário da Governo, representando um potencial e que já foi do Inmetro, informou que
está sendo levado^ao Instituto Nacional
de Metrologia, para legalização, o Pro
gram a Brasileiro de Ensaios de Infor
mática que enfatiza a conformidade com
Rede Brisa padrões ISA. O Inmetro, que é o órgáo
legal responsável, no País, pelo Sistema
de Metrologia e de Normas, é filiado,
Brisa quer dizer Sociedade Brasileira ISA; estabelecer bases para implantação desde 73, ao International Laboratory
para Interconexáo de Sistemas Abertos, de uma rede de testes de interoperabilida
uma entidade fundada em 88, ecom início de; promover intercâmbioe a interligação Certificates (ILA C).
operacional, em janeiro deste ano. São as da rede de testes Brisa, com congéneres, Reforçando o aspecto legal da padro
sociados da Brisa grandes usuários de in ISA, no exterior. A Brisa pretende emitir nização, o Decreto-Lei 2433, que fixa as
formática (Banco do Brasil), transnacio- os Perfis Brisa que registrarão os acordos diretrizes da Política Industrial, torna
nais (Buli, IBM, Unysis, DEC, Fujitsu), de implementação dos protocolos ISA, obrigatório a emissão de laudos de con
indústrias nacionais (Cobra, CPM, l)i- com base nas normas ABNT, CCITT, ISO formidade. Dentro desta linha de ação, o
girede, Scopus), grandes e pequenas uni e similares. Centro de Informática (CTI), de Campi
versidades, além da Embratel, Telebráse A categoria de associado participante nas, é o primeiro órgão que o Inmetro
Sei. A idealizadora da Brisa, segundo da Brisa é reservada a empresas nacio
Paulo Francisco de Vilhena Toledo, dire nais, a entidades governamentais de credenciou para em itir laudos de certifi
tor superintendente, é a Sei, que começou P&D e a entidades brasileiras (Inmetro, cação. Também poderão em itir laudos
a tecer acordos para sua implantação ABNT, SEI) ligadas à regulamentação de certificação, o Cepel, para a área de
desde 87. técnica ou de informática; os demais energia elétrica e o Certe (laboratório
(’ompóe a diretoria da Brisa com man membros são considerados como afiliados em S. Catarina) para automação indus
dato até 90: Luiz Teixeira Matos (Tele- ou como observadores. trial. Numa direção paralela, a dupla
brás), Antonio Gadelha (Cobra), Wilson A Brisa opera ao longo de Comissões e IPT/Sucesu SP, vai classificar a quali
Ozú (Jtautec), Roberto Watanabe (IPI), subComissões Técnicas (atualmente são dade de computadores nacionais outor
André Machado (Sucesu-SP) e Raul Col- três) que elaboram os documentos de Per gando-lhes estrelas, como se fazem com
cher (ABNT). O presidente do Conselho fis Brisa e que serão submetidas a um
Diretor da Brisa 6 Wilson Rudgero, da Conselho de Aprovação (ou desaprova os Hotéis e existe convênio entre a Sei e
Scopus. ção) de Documentos, constituído por re IBM para certificação de circuitos im
A Brisa, em tese, se propõe: definir presentantes dos membros participantes pressos.
perfis funcionais, através da escolha de e afiliados. O Conselho poderá concluir Enfatizou, a seguir, o subSecretário
opções deixadas em aberto pelo modelo pela aprovação, ou rejeição, do docu da Sei que o 2? Planin aponta, dentre ou
ISA e assim criar o modelo, brasileiro, mento, diz a Brisa. tras medidas, para a necessidade de nor
malização ISA apoiada pelo estabeleci- *