Page 18 - Telebrasil - Julho/Agosto 1989
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É fundamental lador da aplicação do normas técnica*
que o Brasil nacionais.
se capacite Na área do uso da microinformática
de forma mais rápida deverá ter prioridade o programa desen
e intensa possível,
em setores de ponta, volvido por empresa nacional. Os men
para alcançar tores do 2'.’ PÍanin esperam ainda que a
maior poder indústria nacional gere produtos com
de negociação.
(2." PÍanin) preços e qualidade competitivos com o
mercado internacional e que dirija es
forços rumo a: interfaces padrão com o
usuário, automação industrial, compu
tação gráfica, processamento de sinais,
reconhecimento de padrões, inteligên
cia artificial, ferramental de programa
ção, redes de computadores e arquite
turas para processadores de alto desem
penho. Em suma, opção por uma tec
nologia avançada, em software.
A disponibilidade
de produtos de • Teleinformática
teleinformática,
basicamente Enfatizada a produção e utilização de
niprida equipamentos nacionais, em teleinfor
por em presas
nacionais. mática, como PAKXs e Centrais CPAs
é fator Recomendado o uso do modelo ISA (in-
essencial torconexão em sistemas abertos). 0 de
n diftisáo da
informática senvolvimento e a produção, por empre
i2:' Planinl. sas nacionais, de produtos que viaoíli-
zem a implantação da RDS1 (Rede Digi
tal de Serviços Integrados) — esta ro
tulada “de grande significado para o
País” — será fomentado. O 2: PÍanin
pouco trata de teleinformática.
• I n s tr u m e n ta ç ã o Digital
A digitalização da eletrônica permi
tirá a entrada da indústria nacional em
instrum entos de medição para enge
nharia elétrica, análise fisico-químicae
mesmo havendo similar nacional e sem nologia externa que deverá, porém, ser controle inteligente do processo indus
pre que “o preço deste for superior ao dirigida a empresas nacionais que pos trial. Prioridade será dada à instrumen
preço médio no mercado internacional, sam, de fato, absorvê-la. A produção de tação que incorpore tecnologias de pro
acrescido dos custos de transporte e in periféricos nacionais deverá ser sele cessamento de sinais e imagens, progra
ternação ou ainda quando sua quali tiva, concentrando meios em torno de mação sofisticada (inteligência artifi
dade for inferior à dos produtos encon produtos normalizados. Todo recurso cial), filosofia ISA e utilização de circui
trados no mercado internacionar. O 2: será aceito para capacitar o País a pro tos integrados, do tipo dedicado. É par
PÍanin fala amplamente em microele- duzir periféricos: consultoria externa, tir para a produção de instrumentação,
trônica, a base de todo o milagre infor implantação de ferramentaria do “mais moderna, no País.
mático. alto nível”, formação de RH apropriados
e envolvimento da universidade, cen
• Hardware tros de pesquisa e da indústria. Rea • Automação Industrial
lismo, em periféricos, é a palavra de
ordem, no 2: PÍanin. E um dos itens considerados estraté
O segmento dos processadores (o gicos, pelo 2: PÍanin, por suas implica
computador, em si) é considerado priori ções na Política industrial do País. 0
tário pelo 2.° PÍanin. A opção nacional • Software Brasil já possui produtos nacionais para
será rumo aos micros de 32 bits, com ar a automação de processos contínuo?
quitetura aberta e rumo aos supermi- A indústria da programação cresce (controle de processos), como em si
cros. Ambos são indispensáveis para de no mundo a taxas de 30% anuais, com derurgia, e de processos discretos (auto
senvolver postos informatizados (wor- faturamento de 100 bilhões de dólares. mação da manufatura), como para cal
king stations). Quanto aos supermínis, Um dos principais problemas aqui en çados. O objetivo final a alcançar é a
eles ficarão com a empresa nacional e contrados é o de como aumentar a pro M anufatura Integrada Computadori
com tecnologia vinda de fora. O mercado dutividade, brasileira, na produção de zada (MIC). Isto requer ênfase na produ
dos grandes computadores permane programas para computador. Dentre as ção de Sistemas de Controle Digitais
cerá com as empresas não nacionais. idéias geradas no 2" PÍanin, destacam- (SCD), para controle de processos e em
Prevê-se a produção de minisupercom- se: obter capacitação gerencial no de Células Flexíveis (CF), para automação
putadores nacionais, para daqui a três senvolvimento de programas, comple da manufatura. Complementam^
anos e a de supercomputadores, para da xos, para computadores de grande por inclui-se aqui redes locais para inter!
qui a cinco. te; desenvolver software para gerar gação de produtos de informática indus
Os periféricos nacionais para compu software (em analogia mecânica: fresas trial, padronizados. Estrategicamente-
tadores têm encontrado dificuldades em para gerar fresas); produzir aplicativos o País tem potencial para desenvolver,
se firmar no País por envolver mecânica para atividades prioritárias, como para produzir e exportar produtos e serviçe
de precisão, algo com pouca tradição no a automação industrial. O Governo en para automação industrial. E só, ^
País e que exige altos investimentos. tra em todo este processo como incenti- gundo o 2? PÍanin, querer a nossa in^
Será, portanto, necessário adquirir tec vador, fomentador, comprador e contro- tria.
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