Page 16 - Telebrasil - Julho/Agosto 1989
P. 16
O 2? Planin dedica a cada seg País, nos segmentos da indústria auto- !
mobilística, na automação industrial
mento dos bens e serviços de infor
na informática, nos produtos da defesa,
mática, comentários e diretrizes, em telecomunicações e no setor de lx-ns
que estào resumidos a seguir. de consumo.” Quem diz isto não é a Sei,
mas sim o Conselho de Segurança Na.
cional, dos Estados Unidos, o é devida,
• Uso da Informática
mente citado no 2? Planin. Mostrando
mistura de idealismo e pragmatismo,o
Em associação com as TCs, a infor Planin diz ainda que “não será abando
mática atinge a atividade econômica, nado o segmento dos Cls (circuitos inte
política, militar, social e cultural do grados) de uso geral com memória (leia-
País. Sua utilização deve ser, não só se microprocessadores), que requerem
adequada às necessidades brasileiras, elevados investimentos para produção
mas com soluções que, potencial mente, em massa”, recomendando, então, “es
possam ir competir “lá fora”. Como forço concentrado na produção de circui
grande esquema informático, a solução tos dedicados (Application Specific Inte
brasileira deve passar pelo processa grated Circuits ou ASIC's), que tendem j
anca de,recursos h u m a Ç mento distribuído, pelo modelo ISA, e cada vez mais a se confundjr com os
dos os nfvo'S' ^ri.b.Iidades casar a tecnologia de uso com o que, equipamentos eletrónicos, em si. No
a,, nossas vuliit- pjflnin).
aqui, se produz. mesmo capítulo, com destaque em se- 1
As Diretrizes para uso da informá parado, o 2: Planin cita a optoeletrõ-
tica, quanto ao Governo, incluem: fo nica, aí incluídos fibra ótica e dispositi
tica, padrão internacional. Em conse- mento ao uso da informática para aten vos como lasers, detetores e células fo-
qüência, o Governo estimulará a intera derá produção e no atendimento social à toelétricas”.
ção fornecedor-usuário. Sobre padroni população (saúde e educação); aquisição No campo das Diretrizes Governa
zação, serão bem-vindos, a criação de la de produtos da indústria nacional, le mentais, além do apoio clássico do Es
boratórios de certificação independen vando em conta especificações nacio tado (incentivos, compras, fomentou
tes, a produção de normas brasileiras nais; apoio as PME nacionais. O uso 2’.* Planin especifica para a microeletró-
com a participação de técnicos especiali individual da informática será esti nica: a implantação no Centro Tecnoló
zados e qualquer esforço rumo ao mo mulado, com ênfase em soluções nacio gico de Informática (CTI) de linha pilo
delo ISA (Interconexão em Sistemas nais. O impacto da automação sobre o to automatizada de Cls silício, tec
Abertos). trabalhador é previsto no 2. Planin com nologia CMOS, resolução de 1 micron
Algumas idéias, bem intencionadas, o aperfeiçoamento da legislação traba e em “outro centro de pesquisa” (poderá
geradas na feitura do 2:' Plan in para re lhista a fim de incluir: informação ante ser ou não o CPqD) de uma linha piloto
dução de custos e preços, em informá cipada ao trabalhador de qualquer pro para optoeletrônica. O Governo partici
tica, incluem: a compra coletiva de insu- cesso de automação na empresa, as con- pará da formação de empresas nacio
mos nacionais e importados, índices de seqüentes reciclagem da mão-de-obra e nais dedicadas à produção de Cise con
nacionalização que não envolvam cus alterações correspondentes à automa siderará preferenciais aquelas compro
tos desmedidos, em P&D, pela empresa ção, nas estruturas de emprego e de metidas com o ciclo completo do projeto
privada; estímulo à produção nacional salários. Sobre dados transfronteiras, de Cls dedicados “com ferramental de
rumo a segmentos de mercado em que recomenda o 2'.’ Planin, enfatizar o uso senvolvido no País” e aquelas que pro
ela possa ser competitiva; melhoria na dos recursos disponíveis no País e per duzam Cls, “aí incluídas as atividade-
gerência de materiais; e até a utilização mitir o acesso às informações de interes de processamento físico-químicas, mon
do método just-in-tim e (caso isto se se público, tanto aqui quanto no ex tagem, teste e (também) comercializa
torne possível). terior. O uso da informática é considera ção”. Recomenda ainda o 2 . P l a n i n
Sobre o item “exportar mais”, as su do um item importante do 2: Planin. compartilhamento de empresas no pro
gestões do 2:’ Planin giram em torno da jeto de Cls dedicados; fomento à utiliza
utilização do programa Befiex, do es ção da microeletrônica, em bens de uso
tudo de nichos apropriados à exportação • Microeletrônica geral (automóveis?); ênfase no ensino
de produtos brasileiros de informática e universitário, em projetos de Cls; e es
o aproveitamento de contratos de tech Capacitar o País em microeletrônica truturação de laboratórios para homolo
nology transfer para neles inserir cláu é prioritário, visto o caráter estratégico gação de Cls.
sulas correspondentes de exportação de deste recurso. “A microeletrônica será, Sobre importação de componentes e i
nossos produtos. na virada do século, fator decisivo para de seus insumos, diz o 2: Planin, tex
a competitividade internacional do tualm ente, que ela será permitida.»
Fotografia da Informática Brasileira
Faturamento Global (8 7 ).............................................................. 3,2 bilhões de dólares
Participação de empresa nacional (8 7 ).................. ... ..... . 54% do total
Participação de empresa nacional (8 0 )...................................... 33% do total
Serviços Técnicos de Informática (8 7 )....... ............................... 1.5 bilhões de dólares
Valor do Parque Computacional (8 7 )........................................... 5,4 bilhões de dólares
Valor Global do Parque de Informática (87) ............................... 8.8 bilhões de dólares
Crescimento número de micros (8 4 /8 7 )..................................... 74% ao ano
Empresas Nacionais de Informática (80 e 8 7 ) ........................... de 37 para mais de 300
Empresas Estrangeiras de Informática (80 e 8 7 ) ....................... de 4 para 31
Importações do setor (80 e 87) ................................................... 100 e 800 milhões (US$)
Parte importada do produto (81 e 87) ........................................ 2% e 9% (ind. nacional)
Parte importada do produto (81 e 87) ........................................ 33% e 19% (ind estrangeirai
Empregos na indústria de informática (87) ................................. 70 mil pessoas
Empregos na indústria nacional de Informática (87) ................ 49 mil pessoas
Profissionais de nível superior (8 7 ).............................................. 25% do total empregado
Investimento empresa nacional em P&D (8 7 )........................... 8% do faturamento bruto
;vido à baixa Preço do micro nacional (8 4 /8 7 ).................................................. ™ /or!le-n0r , ,
de programas deco ip t ^ custoí Investimento empresa nacional (8 4 /8 7 )...................................... 60 milhões ano (media)
Desinvestimento da empresa estrangeira (8 4 /8 7 )...................... 470 rmlhoesano (media)
tunidade para nosso . pja n in )
r o d u z i d o s de engenhai riu
Fonte: SEI (88)
iMiiAgc "