Page 33 - Telebrasil - Setembro/Outubro 1994
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agentes das Telecomunicações e da
Teleinformática que atuam no Brasil.
“Para isso. preciso, entre outras coisas,
de uni Conselho Editorial dinâmico,
com cada conselheiro assum indo a
delegação de tarefas e compromissos",
disse Helvécio Gilson.
Fruto das decisões tomadas durante
a reunião do Conselho Editorial, ficou
acertado que o Conselheiro José Luiz
de Azevedo Valle, da Embratel. acom
panhará a atuação das áreas de vendas
de espaços publicitários e as ações de
marketing. Salom ão W ajnberg, do
GEATIC, será o conselheiro respon
sável pela montagem de um banco de
dados para a ativ idade industrial e pro
duzirá subsídios para uma seção
“Evolução da Conjuntura", a ser cria Conselho Editorial ao discutir mudanças
da na Revista. O Conselheiro Josemar
Vallim tratará dos assuntos de cunho
histórico, colaborando com a memória lha do melhor sistema, para a Rev ista. agora a oportunidade da Re\ ista partir
da Revista. Os demais conselheiros Entusiasmado, o coordenador José para uma no\ a fase de renovação.
estão sendo consultados e convidados Raul Allegretti acha que há uma opor A palav ra de ordem que resultou da
a darem sua contribuição. tunidade, de fato, para “reaquecer as reunião do Conselho Editorial, foi par
Modernos recursos de hardware e turbinas e decolar rumo a novos hori tir, a médio prazo, para uma nova
software estão sendo pesquisados por zontes, ocupando os espaços que feição gráfica e editorial para a Tele
membros do Conselho Editorial (José cabem â Revista Telebrasil". Em sua brasil. mais moderna e mais atraente,
Luiz Xavier da S. Olero. da Telerj e opinião, depois de vinte anos de con a exemplo do que fazem publicações
Solon Benayon da Silva, da IBM) espe tínua publicação, ainda que por vezes, congêneres. A união de forças vai se
submetida a limitações materiais, é concentrar no aumento e na otimiza
ção dos recursos, segundo Allegretti.
Entroncamento Digital supervisão remota dos enlaces de comu
nicação para caso de pane ou má qualida
de ilos sinais transmitidos. A interface di
gital também pode operar com sistemas
PABX já pode ser ligado digitalmente à de sinalização inteligentes como é o caso
Rede Nacional de Telecomunicações DPNSS 1 (Digital Private Network Sig
nalling System), que permite a transpa
rência de facilidades entre PABX de dife
Quando desejamos interligar um PABX vante economia obtida com o novo servi rentes fabricantes, como se fossem um só.
a uma Central Pública ou a outro PABX ço, sem deixar de lado a gama de facili O Entroncamento Digital é a primeira
encontramos uma série dc soluções, todas dades com que o usuário poderá contar. etapa no caminho da formação das Redes
elas analógicas, onde cada uma exige um O Entroncamento Digital a 2Mbits uti Inteligentes (RDSI). tomando como base
hardware diferente para cada tipo dc si liza a técnica PCM30 {Pulse Code Modu- os avanços de países que já possuem este
nalização e, pelo menos, um par de fios lation para 30 canais de comunicação). serviço e que utilizam os sistemas PABX,
para cada linha telefónica. Todavia, hoje As interfaces trazem incorporadas rotinas como HCM 300 e Saturno 5000. Por mo
já é possível fazer este tipo de ligação por para supervisão, controle de sincronismo tivos técnicos e econômicos, a digitaliza
meio de Entroncamento Digital. As cen e tratamento da taxa de erros. Tais recur ção da Rede Nacional de Telecomunica
trais PABX-CPA e as Centrais Públicas sos permitem saber a todo momento qual ções é crescente e inevitável.
com tecnologia digital possuem uma in o estado de cada canal de comunicação,
terface que requer apenas dois pares dc podendo dispor dessas informações em pai
fios da rede para que trinta linhas telefó néis de alarme, na própria mesa da tele
nicas possam ser utilizadas Cada canal fonista ou em sistemas de gerenciamento
de comunicação digital transmite a voz, telefônico. Qualquer ocorrência nos tron
em forma de “dados”, a uma velocidade cos digitais pode ser detectada ímediala-
dc 64 mil bits por segundo. Os )() canais mente, dando ciência aos dois lados da
Silo A. A. Silva
de comunicação agrupados formam a in comunicação para as medidas de corre (Engenheiro
terface digital de 2Mbíts ção necessárias. de Produtos
Uma das principais características que As interfaces digitais são menos sus da Equitel S.A.
diferencia o Entroncamento Digital do mo ceptíveis a falhas do que os circuitos do • Equipamentos e
do convencional de se ligar um PABX à entroncamento analógico, já que, em mui Sistemas de
rede telefônica c o sensível ganho na qua tos casos, ainda são utilizados componen Telecomunicações)
lidade da comunicação. Qualidade esta que tes eletromecânicos. Os meios dc trans
se traduz na melhoria do nível de fonia. missão para o Entroncamento Digital, co
controle mais eficiente do estado da co mo regeneradores PCM. conversores ele-
municação, maior confiabilidade e a rele- tro-ópticos e rádios digitais, permitem a